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Vestibular do Medo

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Um levantamento divulgado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, a Unicef, o Observatório de Favelas e o Núcleo de Estudos de Violência da UERJ afirmou que, até 2012, 33 mil adolescentes não chegarão aos 19 anos de idade em razão da violência. Não, você não leu errado. Daqui a três anos, mais de 30 mil jovens em todo o país estarão mortos e não será por nenhuma gripe ou epidemia, mas sim, assassinados de diversas maneiras diferentes que nem o Simon dos “Jogos Mortais” saberia elaborar.

O mais bizarro de tudo isso, é que no ano de 2008, das 128 mil vagas oferecidas nas universidades públicas, 17 mil destinaram-se ao sistema de cotas, sejam elas por cor ou estudante de escola pública. Ou seja, a chance de um jovem pobre, estudante de escola pública e morador de área considerada de risco entrar em uma universidade pública é proporcional a de ser morto pela polícia, milícia ou tráfico. Se este jovem for negro, então, a possibilidade de engrossar as estatísticas de violência e o noticiário policial praticamente dobra. Isso sem contar com as milhares de meninas e meninos que são seviciados diariamente nas esquinas e quartinhos imundos, tratados como objetos sexuais e vagando como semivivos, escravos da miséria, da ignorância e da aberração que só a Belíndia pode proporcionar.

Diante de todo este horror, fica a pergunta: o que fazer para evitar que mais jovens passem pelo Vestibular do Medo? Até quando vamos assistir ao Datena, Wagner Montes e ao Ratinho com aquela sede de sangue, ouvindo e repetindo ad náusea os seus bordões favoráveis à barbárie e acreditando que o jeito de se combater a violência é agindo como vikings em campos de batalha? Será que não é possível a Educação mudar este quadro? Mais que isso, será que vamos manter sempre a posição de vítimas deste circo, jamais como corresponsáveis? Não que ache que o governo não tenha sua culpa, muito pelo contrário, mas a que ponto chegamos? Aceitar passivamente o holocausto diário nos becos e ruelas próximas às nossas casas e acreditar que não há jeito. Acho que o melhor é encher a cara e ouvir O Rappa naquelas maquininhas de boteco e aguardar a nossa vez.
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