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Daí apareceu o Senador...

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Quem é Paulo Duque? Já ouviu falar sobre ele? Certamente, se você acompanha a vida política fluminense nas últimas quatro décadas, o nome deste grande expoente não lhe deve ser estranho. Senão, é bom ficar atento, afinal de contas é um dos três Senadores do Estado do Rio de Janeiro e Presidente do Conselho de Ética do Senado Federal. Quê?!? Acha que eu estou brincando? Antes fosse, meu caro.

Paulo Duque tem 81 anos e faz parte daquela velha guarda que dominou o baixo clero da Alerj nas décadas de 60 até meados dos anos 90, inclua-se, por favor, nomes de José Paixão, Hydekel de Freitas, Chagas Freitas, Délio Leal e tantos outros. Deputado Estadual por oito mandatos consecutivos, desde 1994 não conseguia emplacar um novo mandato (em grande parte por seu eleitorado estar morrendo, literalmente). Pois bem, mesmo sem mandato, Paulo Duque não deixou de ter influência entre seus correligionários, entre eles um jovem rapaz que gostava de realizar bailinhos da Terceira Idade que não faziam mal a ninguém. O rapaz virou presidente da Alerj, depois Senador e atualmente dá as cartas lá no Palácio Laranjeiras. Já Sua Excelência o Senador, provavelmente frequentador assíduo dos tais bailinhos, era o segundo suplente da ficha do atual Governador. Resumo da ópera: as senhoras agraciadas pelos bailinhos votaram no rapaz e, a contrapeso, elegeram o senador.

Quantos votos ele teve? Ele foi votado? Quem se importa? Fato é que hoje Paulo Duque compõe nossos ardorosos representantes do Rio de Janeiro na cúpula federal, juntamente com os Srs. Dorneles (irc) e Crivella (argh). Mais que isso, ele é nada mais, nada menos do que o Presidente do Conselho de Ética do Senado que investigará, entre outros, os famigerados atos secretos e as ações da empresa “Sarney & Sarney Coorporation” cujo presidente da casa “nada sabe”. A julgar pelo currículo do nosso Senador fluminense e analisando seu passado altamente corporativista, que me perdoe o caro Cristóvam, mas tudo indica que vem mais pizza por aí...

Dentre os tantos membros da cúpula federal, Paulo Duque não é o único que teve a vaga de Senador caída no colo. Outros 16 sortudos vivem a mesma situação. Dentre eles, temos desde parentes a gente que preencheu a ficha para compor a chapa e nunca, jamais pensaram em assumir mandato. O resultado disso, fora algumas gratas surpresas, são cidadãos que exercem muito bem a política de gabinete, inócua e improdutiva, mas nem por isso inocente. Acho que chegou a hora de prestar mais atenção quando votar em nossos representantes, especialmente no Senado Federal, cujos suplentes sequer sabemos quem são. Afinal, é cansativo votar gato por lebre e se surpreender negativamente depois.

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