A classe média, de “opinião”, sempre teve como características uma postura conservadora e preservacionista dos costumes, uma profunda hipocrisia nos seus atos, uma busca incessante por culpados por suas próprias mazelas e a busca de um ideal de vida de comercial de margarina.
No domingo, nas missas ou cultos, a famíla feliz se senta nas primeiras fileiras, lidera frentes de defesa dos valores cristãos e joga a culpa na filha do vizinho. Ao longo da semana, papai não se exime de comer a empregadinha ou o travesti da Atlântica e joga a culpa no pecado, pedindo perdão a Deus; Junior se entorpece de merda na esquina da faculdade e joga a culpa nos amigos, prometendo nunca mais falar com eles; a princesinha vai com a mamãe à clínica abortar o “deslize” e joga a culpa no namorado, que não quis o casamento. No sábado, todos agem como se vivessem na propaganda do queijo philadelphia, apesar da sífilis.
A mídia, também de “opinião”, cumpre o seu papel de classe média.







